O que acontece após a morte

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O que acontece quando uma pessoa amada morrerelato verídico de uma aprendiz da espiritualidade

FEVEREIRO 2014

“Alô?

“Paula?”

“Oi, tio. Tudo bem?”

“Paula a sua mãe está muito mal. Onde você está?”

“Estou chegando em casa em 3 minutos”

“Você vem para cá ou vai pro Pronto Socorro? Porque se você demorar pra chegar aqui a gente já vai sair com ela pro PS agora.”

“Não, tio. É só virar o carro. 2 minutos e estou aí.”

Minha mãe estava desfalecida sobre o sofá. Minha tia ao lado.

“Paula, sua mãe não se sentia bem. De repente deu um suspiro e desmaiou”

Pego no pulso da minha mãe e logo vejo. Ela se foi.

“Tia ela está sem pulso!”

Por 40 minutos, realizei massagem cardíaca. O Resgate chegou com o desfibrilador e a atropina. Nenhum esboço de reação.

Infarto fulminante. Assim minha mãe se foi.

E tanta coisa ficou sem ser dita. Tantos conflitos colocados “debaixo do tapete”.

O que fazer com tudo isso?

Será que teria sido melhor falar tudo quando era possível?

Será que adiantaria alguma coisa falar, mesmo tendo o entendimento de vida limitado que tínhamos naquele tempo?

E agora?

Em meio a tantas coisas burocráticas para se resolver, minha mente nem tinha espaço pra refletir sobre o meu relacionamento com ela. Não era nada bom, verdade. E era algo que provavelmente permaneceria “debaixo do tapete” pelo resto da minha vida…

não fosse a intereferência da Grande Força Divina, que abriu uma oportunidade sem precedents, de resolver tudo de uma vez por todas. E mal sabia eu dos maravilhosos eventos futuros que estavam por vir…

Frequentemente quando alguém morre, no velório, ouvimos as pessoas comentando sobre como a expressão no rosto da pessoa morta é tranquila, recordam momentos que viveram juntos, as últimas palavras que trocou com a pessoa, etc.

Mas o que será que está acontecendo então do outro lado?

A minha mentora na ocasião sugeriu que fizéssemos um ritual xamânico para resgatar a alma da minha mãe do submundo e colocá-la no mundo de Tengri – o Mundo Superior da Paz e Felicidade.

Fizemos o ritual dentro de um retiro. A mentora disse que tinha sido um sucesso, que a alma da minha mãe agora estava no Mundo Superior.

Mesmo sem entender o significado real do que ela dizia, aceitei e agradeci.

 

POUCOS MESES DEPOIS. O MILAGRE.

Exausta e estafada com todos os afazeres de organização de documentos, administração de duas casas (a minha e a dela), os conflitos entre familiars decidindo sobre o que fazer com seus pertences, advogados, gerentes de bancos, associações…apelei à minha mentora num desabafo. Eu queria fugir desse mundo. Desaparecer para todos. Ficar reclusa em retiro por tempo indefinido.

E eis que Deus escuta minhas preces!

Através de meu mentor, recebo a notícia – tenho a bênção de participar de um retiro de 1 mês junto aos mentores, fazendo práticas espirituais.

O milagre se paroximada dia após dia, sem eu perceber…

Então, um dia, o mentor me comunica que tentará entrar em contato com a alma da minha mãe, através de mim, durante uma sessão de GYUD.

Ninguém sabia o resultado que teríamos. Ninguém sabia o que estava por vir.

À noite, todos se reuniram no grande salão. Sacerdotisas se juntaram aos alunos de vários países que se sentaram ansiosos e curiosos com o que testemunhariam a seguir.

Durante o dia, eu procurei manter um estado meditativo, e sem ansiedade ou expectativas. Me vesti da melhor forma possível para o momento, e caminhei para o grande salão, já cheio de alunos sentados com seus blocos de anotações em mãos.

O silêncio dominava o salão, mas podia se sentir no ar, a vibração de ansiedade, curiosidade e expectativa.

O meu mentor explicou a todos:

“Nós não sabemos o que irá acontecer. Não sabemos se a mãe dela virá falar conosco. O que podemos fazer é preparar nossas perguntas para esta alma, se ela se manifestar. Mas façam perguntas que possam ajudar a todos no seu desenvolvimento espiritual. Perguntas que possam ajudar a Humanidade e a Terra. Não façam perguntas sobre o seu relacionamento amoroso, ou se você conseguirá o novo cargo no trabalho que almeja. Vamos ser altruístas. Vamos perguntar sobre o que acontece após a morte, como nos preparar para essa vida após a morte. Anotem suas perguntas e entreguem a mim para que eu possa fazê-las no momento adequado.”

Eu mesma anotei a minha pergunta – “O que aconteceu no ritual xamânico que realizamos pela sua alma?”

Fui colocada em estado de GYUD e com muita curiosidade percebi – a minha mãe projetava ideias na minha mente, imagens, e falava através de mim:

– Você me salvou! Você me salvou!

O meu mentor que guiava a sessão perguntou:
– Para quem você fala?

– Para minha querida filha!

Ela estava feliz. Mas as palavras saiam através da minha voz chorosa, por tanta emoção que eu sentia.

O mentor prosseguiu com as perguntas que nós formulamos.

Ela respondeu uma a uma e eu visualizava as imagens na minha mente.

– Sua filha pergunta o que aconteceu durante o ritual xamânico que fizemos pela sua alma?

– Eu estava num lugar escuro. Depois que saí do corpo, na sala da minha casa, vi minha irmã com meu cunhado e eles não me viam nem me escutavam. Fiquei nesse escuro por muito tempo. Até que de repente apareceu uma xamã poderosa e vi um tubo de luz que vinha lá do alto. A xamã era muito forte. Ela me conduziu para o tubo de luz. No começo eu não tinha forças para subir por ele. E as pessoas no ritual me ajudaram a subir pelo tubo. Até que da metade para cima, o tubo de luz me sugou para cima e desde então vivo neste mundo de Paz. A paz que por muito tempo busquei quando era viva…

O mentor continuou:

– O que você faria diferente na sua vida se pudesse?

– Eu pararia de pensar tanto no meu passado. Isso foi a causa de tantas dores de cabeça que eu tinha com frequência.

– As pessoas fala muito do Dia do Julgamento Final. Você pode nos explicar o que é isso?

– Não é nada do que as pessoas falam! Deus nos mostra com muito amor todos os momentos importantes de nossa vida….e nesse momento eu vi todos os momentos em que eu fiz minha filha sofrer por causa do meu egoísmo…senti uma compaixão imensa por ela…!

Meu coração chorava, minha voz embargada transmitia a mensagem da minha mãe, e eu sentia o quanto minha mãe pedia pelo meu perdão naquele momento.

– Sua filha ama muito você e não tem nenhuma mágoa guardada – disse o mentor.

O mentor nos deu um tempo para recuperarmos da emoção do momento e prosseguiu:

– Você sabe algo sobre as larvas astrais?

– Sim. Elas são terríveis criaturas. Parecem pequenos insetos que grudam na pessoa e sugam suas forças. Às vezes não dá nem pra ver o rosto da pessoa. Ela fica inteira coberta dessas criaturas.

Eu vi essa imagem terrível em minha mente. Consigo até hoje lembrar dessa imagem. Ela permanece como um alerta para eu estar atenta e consciente do que pode acontecer.

– Às vezes, as pessoas pedem para que seus amados que faleceram cuidem dos que estão vivos. Você consegue ajudar os seus parentes que são vivos?

– Infelizmente não. Eles pensam muito em si mesmos. O egoísmo é uma barreira para o amor verdadeiro. Por isso, não consigo ajudá-los.

A sessão durou 1 hora e meia aproximadamente.

Quando meu mentor me tirou do estado GYUD, eu abri os olhos e vi ao meu redor os alunos boquiabertos com tanta informação e em silêncio. Por alguns minutos, ninguém conseguia pronunciar uma palavra…

O mentor nos colocou em círculo e nos abraçamos todos juntos. Deu suas últimas palavras para encerrar a sessão e todos ainda absortos naquela vibração, naquela experiência de contato com uma pessoa após a morte, foram se recolhendo para seus lugares.

Uma irmã espiritual querida se aproximou de mim e disse:

– Torá, você já foi ver seu rosto?!

Eu ainda estava cheia das impressões que recebemos e respondi meio atorodoada:

– O quê? Não…!

– Vai Torá! Vai lá no espelho, olhe como você rejuvenesceu!

Eu já estava tão impactada com a experiência, quando cheguei na frente do espelho, quase não acredito! Eu parecia ter 16 anos de idade!

Depois dessa sessão inesquecível, minha voz mudou, minha risada mudou, minha pele rejuvenesceu. E o mais importante – um peso enorme saiu do meu coração. A sensação de uma enorme rocha ter sido retirada do meu peito, e a liberdade para seguir meu próprio caminho, aquele que meu coração escolheu, independente do caminho que a alma da minha mãe escolheu, independente do caminho de vida dos meus familiares.

Tudo isso me faz lembrar de um trecho do livro Mútiplas Realidades:

“Após o Juízo Final, Yan teve o esclarecimento dado por Deus:

– Deus é infinito em tudo. Criou o paraíso e também esses mundos pesados como a nossa Terra, pois não podia criar uma polaridade sem a outra. Não existiria paraíso sem inferno, pois Ele é plenitude. Conceitos como paraíso e inferno, o bem e o mal, a ignorância e a onisciência são usados por Ele para que as almas consigam conceber a sua Verdade e ter todas as experiências possíveis. E através dessa concepção, tornem-se semelhantes a Ele. Não é castigo nem prêmio, é conhecimento infinito, pois Deus não ensina por meio de livros, mas por meio de experiências.

Após viver o mal, a ignorância e o sofrimento, não voltaremos mais para eles, pois não há sentido na repetição infinita da mesma coisa.”

Ao final deste relato verídico de minha história, gostaria de expressar minha eterna gratidão à minha mentora Nayada e meu mentor Mestre Oyun, por me ajudarem tão profundamente naqueles momentos.

Que a paz seja no coração de cada um de nós!

Namaste

 

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